ANTUCO | SILENCIO BLANCO SILENCIO BLANCO
Inspirada na tragédia de Antuco, ocorrida em 2005 na região do Biobío, no Chile — onde uma série de decisões negligentes resultou na morte de 44 jovens recrutas e de um sargento, que morreram congelados nas montanhas —, esta criação propõe uma reflexão profunda sobre a relação entre a juventude e a militarização.
Partindo do contexto rural onde estes jovens crescem, Antuco aborda como o serviço militar é, muitas vezes, encarado como uma oportunidade de fuga ou de afirmação pessoal — uma forma de “ser alguém”. A peça mergulha no imaginário da guerra através do olhar da infância, com jogos e um cenário épico que contrastam com a realidade dura, crua e abusiva de um sistema que falha em protegê-los.
Através de brincadeiras que vão de um cavalo de pau a uma vassoura transformada em metralhadora, o espetáculo encena relações marcadas por abusos de poder e hierarquias institucionais, revelando dinâmicas de opressão transversais à nossa sociedade.
Pela linguagem e poética singulares da companhia Silencio Blanco, Antuco transporta-nos numa viagem entre os sonhos genuínos da infância, as forças que assombram o nosso tecido social e a presença constante, inabalável e sublime da natureza.
Bilhetes disponíveis aqui e na bilheteira do Museu.
Direção artística Santiago Tobar Produção criativa Dominga Gutiérrez Conceção e construção de marionetas e cenografia Santiago Tobar Desenho de cena Belén Abarza Design de som e composição musical Ricardo Pacheco Intérpretes Camila Pérez, Marco Reyes, Camilo Yáñez, Consuelo Miranda, Rodolfo Armijo Design gráficoDaniel Hanselmann Comunicação Loica Cultura & Comunicação